Estamos falando sobre a Amazônia (legal), sobre um Brasil nortista. E como um bom caboclo aqui do nosso Estado do Pará, estou vendo boa parte dos políticos montarem palanque e falarem sobre o derrocamento de 43 quilômetros de extensão do Pedral do Lourenço no Rio Tocantins.
Em discurso montado, escrito na maioria das vezes por publicitários de campanha (que vivem no sul, e sudeste deste país) do governo federal, (Presidenta Dilma Roussef - PT) onde segundo ela, “o processo de derrocamento do Pedral, viabilizaria a navegabilidade do Rio Tocantins, permitindo a operacionalização da hidrovia durante o ano todo e chegando a uma capacidade de transportes calculada em até 20 milhões de toneladas por ano para 2025, em grãos, minérios e carga geral”.
Não sei onde estes estudos estão montados, muito pouco sei das técnicas que serão utilizadas e para ser sincero, acho que nem verba existe no tesouro nacional para este tipo de obra. Mas, vou falar da parte que conheço e sei. Que apresento aqui a inviabilidade deste serviço, pois a implosão atingiria a biodiversidade desta região e mexerá com o ecossistema, de dois grandes rios da Amazônia. E até o momento a sociedade não assistiu nenhum estudo sobre esta obra.
É bom que os brasileiros saibam que falo dos Rios Tocantins e Araguaia, que serão afetados, e quando começamos a falar sobre este tipo de obra, vem uma pergunta cabocla, onde estão as nossas eternas ONGs (Organizações não governamentais), que posso citar os nomes da WWF Brasil, Greepeace e Imazon e tantas outras.
Que sempre pensei e continuo a pensar, que as forças reunidas destas entidades, fariam a defesa do meu estado. Não estou aqui contra a obra, pois sei que ajudará muito na escoação da produção de grãos e mineral dos nossos estados da região norte.
Confesso que existem outros meios e serviços, que afetariam menos o ecossistema de nossa Amazônia e que dariam navegabilidade naquela área. Nos meus trinta e seis anos de Pará e conhecedor in loco da área, sei que o Brasil precisa abrir os olhos para essa questão.
O que precisamos de fato, é que o governo federal abra os olhos para infraestrutura terrestre como: Transamazônica, BR 155, BR 222 e facilitar ainda mais os projetos apresentados pelos gestores municipais e estaduais que viabilizam o mínimo de saúde, educação, social e tantas outras esferas da sociedade.
Pois vivemos aqui, não porque somos invasores, ou porque queremos explorar as riquezas deste solo. Mas, estamos aqui porque os nossos pais vieram para garantir a terra amazônica para esta pátria chamada Brasil.
E é nesta linha que precisamos que os nossos irmãos brasileiros nos ajudem a viver dignamente, e sermos ouvidos, pois centenas de irmãos que manifestavam contra a obra foram barrados pela segurança presidencial e nacional, como se vivêssemos em um país de uma geopolítica comunista.
(Texto: Miller Bejarmin de Oliveira).